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O BOM DO HUMOR (Parte III)

Coluna: SEGUIMENTOS - por: Antonio Trotta - Jornalista, Escritor e Poeta - 19 de fevereiro de 2025

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O humor tem uma dose grande de seriedade. Ser sério é ter humor. Ter seriedade não é sinônimo de ser carrancudo, de ficar de cara feia, mal humorado. Seriedade, ao contrário, é qualidade de caráter, de integridade, de capacidade, de competência.  E, quando se sabe fazer, compreender e ser, não há lugar para o medo, a “carranca”. Ter humor não é gargalhar à toa, nem das coisas, nem das pessoas; é satisfação que nasce na alma e da alma, é encontrar prazer no viver.

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O bom do humor é que ele não tem hora marcada. O humor chega, muitas vezes, nas horas mais impróprias. Mas, que venha o riso! Nada melhor do que umas boas gargalhadas, mesmo aquelas que não cabem na boca e nem no ambiente. Daí a coisa fica pior: há uma vontade de rir, mas o local ou a situação não favorecem. O duro é quando você, na tentativa de engolir o riso e despistar o gozo, dá de cara com um par de olhos procurando outros para a cumplicidade da alegria espontânea. É pura gargalhada! Se o local contrasta o riso, uma das saídas é a debandada. É preciso virar o rosto e pensar em algo triste, desconfortante ou sério. Disfarçar e rir por dentro, silenciosamente. O importante é não perder o humor.

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A vida não é só alegria ou um grande parque de diversão. E daí? Nem por isso é necessário transformar o dia em noites sombrias e as noites, em pesadelos sem fim. “Faça do seu limão uma limonada”; o humor vem como açúcar. A dosagem é de cada um, mas, necessária para continuar a vida, o riso, o recomeçar. Onde tem esperança aí tem humor: “Ainda vou rir de tudo isso!”

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Quero revelar um segredo que guardo comigo há anos; guardei-o desde menino. Descobri que o humor pertence à alma. Engana-se quem afirma que ele seja proveniente de impulsos químicos ou psíquicos ligados à razão, à emoção ou ao corpo. O humor constitui-se de sinais vivos da alma. São centelhas do espírito que captam o essencial das coisas, da vida, das pessoas e do mundo. E transformam situações, momentos, expressões, palavras, gestos e olhares em risos, alegrias e graças!

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O humor mora de graça na alma.

Antonio Trotta, escritor, jornalista e poeta

9 Comentários

  1. Manter o bom humor diante das nossas adversidades, nossas e afora, é um manifesto espontâneo, esvaziador de acúmulos desnecessários, um alívio que desanuvia a densidade das brumas, sem escrachar ou zombar dos efeitos mau humorados, que muitas vezes insistem em ser cultuados.

  2. Excelente reflexão…O humor, em sua essência, pode ser uma maneira profunda de lidar com questões sérias. Muitas vezes, o riso é um reflexo daquilo que nos desafia a pensar, questionar ou aceitar.

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