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Novelas no Brasil: ou mudam ou morrem

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Considerando principalmente os resultados, que já não são os mesmos, até passou da hora de refletir melhor a respeito da produção das novelas.

É preciso ponderar sobre o que vai bem, o que não vai mais e mesmo se é possível melhorar alguma coisa, e recuperar um pouco da importância perdida nos últimos tempos.

Não só aqui, mas em outros tantos lugares também, algumas regras e conceitos estabelecidos há quase um século estão deixando de combinar, ainda que lentamente, com os tempos atuais.

Levando em conta que os hábitos e costumes das pessoas também se modificaram no decorrer desses anos, deixam de ser aceitáveis trabalhos com total de capítulos a perder de vista.

Isto, lá atrás, era um padrão obrigatório, principalmente para permitir diluir os custos de produção necessários ao longo de sua realização e exibição. Mas, hoje, as séries vieram demonstrar que existe outro jeito de fazer, e fazer com qualidade, valendo-se de outras maneiras para administrar os seus custos.

Assim como até mesmo a construção de monstruosas cidades cenográficas, também, aos poucos, passaram a ser dispensáveis ou limitadas ao essencial.

Em contrapartida, para as externas, não existe mais a obrigação de tantos materiais e equipamentos, a peso e preços tão altos a tudo que se gastava nos deslocamentos das pesadas unidades de externas.

Hoje, em todo o conjunto da obra, há meios, ao mesmo tempo, úteis e bem razoáveis, capazes de simplificar toda a operação e tornar as novelas ou séries mais dinâmicas e não tão arrastadas.

Enfim, todos que gravitam neste universo devem saber das responsabilidades que têm e encontrar maneiras de virar esse jogo.

É o momento de parar e repensar geral, porque o que já está muito ruim, poderá ficar ainda pior.

Flávio Ricco – Portal Leo Dias

 

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