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Famílias atípicas ganham voz e protagonismo em simpósio que fortalece a inclusão em Caxambu

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Evento promovido pela Câmara Municipal reuniu especialistas e comunidade para discutir direitos, desafios e caminhos para uma sociedade mais acessível, com destaque para a participação ativa das mães

Dar voz a quem vive diariamente os desafios da inclusão foi o principal avanço do II Simpósio de Inclusão realizado pela Câmara Municipal de Caxambu, que reuniu profissionais, famílias e a comunidade em um espaço de escuta, aprendizado e troca de experiências. Com o tema “Autonomia se constrói com Apoio!”, o encontro reforçou a importância de colocar no centro do debate as pessoas diretamente envolvidas, especialmente as chamadas famílias atípicas.

Nesta edição, a participação da Comissão das Famílias Atípicas foi apontada como um marco. Integrantes destacaram que, diferente do primeiro evento, desta vez houve espaço real para fala, presença na mesa e reconhecimento. A mediadora da roda de conversa, Renata Amaro, ressaltou a importância desse avanço e do protagonismo das famílias no evento. “Para mim este ano foi melhor que o primeiro, pois dessa vez a Comissão das Famílias atípicas teve realmente voz e participação no evento. Ocupar a mesa, sermos ouvidas, vistas, é de uma importância enorme, pois a vida toda é isso que queríamos: sermos ouvidas”, afirmou.

Renata também chamou atenção para a realidade enfrentada por muitas mães. “Eu sempre digo que a maternidade atípica é muito solitária, todos somem e correm. Temos a necessidade de sermos enxergadas e, finalmente, mesmo que não seja muito, isso vem acontecendo em nosso município. Mostrar nossa realidade, nossas necessidades, falar de igual para igual”, completou.

A programação trouxe diferentes olhares sobre a inclusão. A palestrante Mariane Papine abordou o papel das políticas públicas — ou seja, ações e decisões do poder público — no desenvolvimento social e no apoio às famílias. Em seguida, Andréia Silva emocionou o público ao falar sobre a construção da maternidade diante da surdez, ressaltando a importância da informação e do acolhimento.

O professor Renato Siqueira apresentou um projeto que utiliza o esporte e o lazer como ferramentas de inclusão, mostrando como atividades físicas podem contribuir para o desenvolvimento, a convivência e a autonomia. O primeiro dia terminou com uma roda de conversa que reuniu representantes da Comissão das Famílias Atípicas de Caxambu, como Bianca Trindade e Jaqueline Izume, em um momento de troca direta com o público, marcado por identificação e acolhimento.

No segundo dia, o simpósio deu continuidade às discussões com a participação de Luiz Henrique, que destacou a inclusão por meio da educação musical. A médica neuropediatra Dra. Letícia falou sobre a importância de um cuidado em saúde completo e humanizado, enquanto Thaís Cunha abordou os desafios e os direitos relacionados à inclusão na educação, explicando como garantir o acesso e a permanência de alunos com deficiência nas escolas.

O simpósio contou com o apoio de toda a Mesa Diretora e de todos os vereadores da Câmara Municipal, o que demonstra o compromisso coletivo do Legislativo com pautas essenciais para a sociedade.

“Eventos como esse têm um papel fundamental, porque promovem o diálogo, a troca de experiências e a construção de conhecimento em torno de temas que muitas vezes ainda precisam de mais visibilidade e compreensão. Um simpósio é justamente isso: um espaço de debate qualificado, onde diferentes vozes se encontram para fortalecer ideias e propor caminhos concretos. Ao dar protagonismo às famílias atípicas, estamos não só ampliando a escuta, mas também contribuindo para uma cidade mais humana, inclusiva e preparada para acolher a diversidade. A Câmara tem orgulho de apoiar iniciativas como essa, que geram reflexão e, principalmente, transformação na vida das pessoas.” – afirmou Fábio Curi Presidente da Câmara de Caxambu.

O evento mostrou que a inclusão é construída de forma coletiva, com informação, empatia e apoio. Mais do que debates, o simpósio consolidou um passo importante para dar visibilidade a histórias reais e fortalecer a luta por uma sociedade mais justa e acessível.

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