Opinião

Lixo nas ruas: falta educação, gestão e prioridade
Em diversas cidades da região, uma situação preocupante já ultrapassou todos os limites e, aparentemente, não vem recebendo a devida atenção por parte de quem administra os municípios.
A quantidade de lixo espalhado pelas ruas é alarmante. O problema passa, sem dúvida, pela falta de educação e de consciência de parte da população, incluindo alguns comerciantes que simplesmente descartam resíduos em qualquer dia e horário, sem qualquer preocupação com o bem-estar coletivo, o respeito às leis ou a organização urbana.
Muitos parecem preocupados apenas em retirar o lixo de dentro de suas casas, lojas, restaurantes e estabelecimentos comerciais, transferindo o problema para o espaço público e para toda a comunidade.
No entanto, não se pode atribuir toda a responsabilidade apenas aos cidadãos.
O poder público também tem sua parcela de culpa. Enquanto muitos gestores dedicam tempo e recursos à produção de vídeos para redes sociais ou investem verbas significativas em shows, eventos e atrações de impacto momentâneo, serviços essenciais acabam funcionando de forma precária.
A coleta de lixo é um exemplo claro disso. Se a cidade cresce, gera mais resíduos e apresenta demanda crescente pelo serviço, cabe ao Executivo planejar e ampliar sua estrutura.
Se dois caminhões não são suficientes, é preciso buscar alternativas: adquirir novos veículos, contratar pessoal, reorganizar rotas e buscar recursos junto aos governos estadual e federal ou por meio de emendas parlamentares.
Administrar uma cidade exige planejamento, prioridades e capacidade de gestão. Não basta aparecer em fotografias, eventos ou publicações nas redes sociais. É necessário investir no que realmente faz diferença na vida da população.
Além disso, campanhas educativas permanentes precisam ser fortalecidas. Comunicação pública não se resume a postagens em redes sociais; ela também deve servir para conscientizar, orientar e estimular a participação cidadã.
O que a população espera é simples: cidadãos mais conscientes e colaborativos, aliados a uma gestão pública mais eficiente, responsável e comprometida com os serviços essenciais.
Texto de: Sérgio Monteiro – Jornalista, Editor e Diretor Geral




