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Clínicas de trânsito param atendimentos em Minas nesta quarta e alertam para risco à segurança e possível fechamento do setor

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As clínicas responsáveis por avaliar a saúde física e mental de motoristas — exames obrigatórios para tirar ou renovar a carteira de habilitação — suspenderam os atendimentos nesta quarta-feira, 18 de março, em diversas cidades de Minas Gerais. A paralisação atinge municípios em várias regiões do estado e também conta com adesão de clínicas de Caxambu, no Circuito das Águas e de outras cidades do Sul de Minas.

A mobilização foi organizada por representantes do setor e tem como principal objetivo chamar a atenção da população e das autoridades para mudanças nas regras do processo de habilitação que, segundo os profissionais, podem comprometer a segurança no trânsito. Entre as preocupações está a possibilidade de flexibilização de exigências importantes, como a realização de avaliações presenciais, que hoje garantem que o motorista esteja em condições adequadas para dirigir.

De acordo com a associação que representa as clínicas em Minas, os exames médicos e psicológicos funcionam como uma espécie de filtro de segurança, evitando que pessoas sem condições físicas ou emocionais assumam a direção de um veículo. A entidade afirma que o setor enfrenta um cenário crítico, com dificuldades financeiras e mudanças nas normas que podem levar ao enfraquecimento ou até ao fechamento das unidades.

Apesar da suspensão dos atendimentos, os profissionais destacam que o movimento não se trata de uma greve, mas de uma mobilização para conscientizar a sociedade sobre os impactos dessas mudanças. Ao longo do dia, também estão previstas ações de orientação à população e participação em reuniões com representantes públicos, incluindo encontros na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A preocupação vai além da categoria e atinge diretamente os moradores, principalmente de cidades do interior. Caso as clínicas deixem de funcionar, a população pode ser obrigada a se deslocar para centros maiores, como Belo Horizonte, para realizar exames básicos exigidos para dirigir, o que aumentaria custos e dificuldades de acesso ao serviço.

Com a paralisação desta quarta-feira, o setor busca abrir diálogo com o poder público e reforça que a principal bandeira do movimento é a preservação da vida, defendendo que regras mais rigorosas e avaliações completas são essenciais para reduzir acidentes e garantir mais segurança nas estradas mineiras.

Com informações da ACTRANS MG

Foto: ilustrativa – portal Gov MG

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