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Investigação sobre fraude em concurso de Minduri se amplia e alcança 16 seleções públicas em Minas, São Paulo e Mato Grosso

Ministério Público de Minas Gerais apura suspeitas de que empresa responsável pelo concurso da Câmara de Minduri possa ter utilizado o mesmo método em processos seletivos realizados em diferentes municípios; até o momento, não há confirmação de irregularidades nos demais certames.

A investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre um suposto esquema de fraude no concurso público da Câmara Municipal de Minduri, no Sul de Minas, foi ampliada e agora alcança pelo menos 16 concursos e processos seletivos realizados em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. A operação, batizada de “A Porta É Larga”, foi deflagrada nesta terça-feira (21) e busca identificar se a empresa responsável pela organização do concurso de Minduri repetiu o mesmo modelo de atuação em outras seleções públicas.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que a empresa Cássia Aparecida de Oliveira, que atua com o nome fantasia CAP Concursos Públicos, possa ter utilizado a mesma metodologia em concursos promovidos por prefeituras e câmaras municipais de diferentes estados. Entre os certames analisados estão os realizados em Colíder, Nova Santa Helena e Diamantino, no Mato Grosso; Jumirim, em São Paulo; e Piedade do Rio Grande, Carmo do Rio Claro, Itaú de Minas, São Lourenço, Lagoa Formosa, Carvalhos, Paula Cândido, Passa Quatro, Miradouro e Bias Fortes, além do concurso da Câmara de Minduri, em Minas Gerais.

O Ministério Público esclareceu que, até o momento, não há confirmação de irregularidades nos demais concursos. A investigação busca verificar se o suposto esquema identificado em Minduri também foi adotado em outras seleções organizadas pela empresa.

As apurações começaram após uma denúncia de que um candidato teria recebido a oferta de aprovação no concurso da Câmara de Minduri mediante o pagamento de R$ 15 mil. A partir dessa informação, os investigadores passaram a apurar possíveis crimes como fraude em concurso público, inserção de informações falsas em documentos, corrupção e associação criminosa.

Durante a operação foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Minduri e Andrelândia. O objetivo é reunir provas para identificar a extensão do suposto esquema e verificar se outras seleções públicas podem ter sido comprometidas.

Após terem seus concursos citados na investigação, diversas prefeituras informaram que não receberam qualquer comunicação oficial do Ministério Público e afirmaram ter tomado conhecimento da operação pela imprensa.

A Prefeitura de São Lourenço declarou que não é alvo da investigação, ressaltou que a contratação da empresa ocorreu dentro dos procedimentos previstos em lei e informou que está à disposição para colaborar com as autoridades.

A Prefeitura de Miradouro afirmou ter recebido a notícia com surpresa e destacou que a empresa foi contratada apenas para realizar um processo seletivo simplificado destinado à contratação temporária de profissionais.

Em Jumirim, no interior de São Paulo, a administração municipal informou que a contratação da empresa ocorreu por meio de procedimento regular, com divulgação pública e respeito às regras de transparência, acrescentando que colaborará com as investigações caso surjam indícios relacionados ao processo realizado no município.

Já a Prefeitura de Carmo do Rio Claro informou que não promove concurso público há mais de 20 anos e que aguarda informações oficiais antes de se manifestar sobre o caso, reforçando a importância da investigação para esclarecer eventuais irregularidades.

A Prefeitura de Carvalhos afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes da operação, disse desconhecer os motivos pelos quais o município foi citado e informou que a empresa foi contratada por meio de licitação, mas que o concurso público ainda não foi realizado.

Em Nova Santa Helena, no Mato Grosso, a administração municipal declarou que a contratação da empresa ocorreu por pregão eletrônico, dentro dos trâmites legais, e que até o momento não recebeu qualquer notificação oficial envolvendo a empresa ou o concurso. O município também informou que permanecerá à disposição para colaborar com as autoridades caso sejam identificados indícios de irregularidades.

Com informações do Ministério Público e G1 sul de Minas

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