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PAREM O EDITAL – Palavra de ordem foi grito de protesto em favor das águas minerais em Audiência Pública

Apresentação1

O plenário da Câmara Municipal de Caxambu estava lotado na noite desta quarta-feira (15) com a presença da sociedade civil organizada acompanhando a Audiência Pública que debateu o edital de consulta pública sobre a licitação para o projeto de exploração de águas minerais lançado pela CODEMIG.

Além dos Vereadores, que tiveram a iniciativa em promover o debate, participaram o Prefeito de Caxambu Diogo Curi, o vice Luis Henrique, o Prefeito de Itamonte Alexandre Francisco, representantes de ONGS, entidades diversas e ativistas.

O diretor da empresa “Águas de Minas”, um braço da CODEMIG – Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – Pompílio Canavez também esteve presente.

Conduzida pelo Presidente do Legislativo Mário Alves, a reunião teve como primeiro participante a se manifestar o Prefeito de Caxambu Diogo Curi.

Em seu pronunciamento ele garantiu que não vai permitir, caso se confirme o que prevê o Edital, uma super exploração das águas de Caxambu. Curi afirmou que vê o Edital com prazos muito curtos e que precisa ser melhor discutido.

“Um ponto de convergência de todos nós é que desejamos a preservação deste patrimônio e disso não abriremos mão” – garantiu o Chefe do Executivo (leia entrevista com o Prefeito no final da matéria)

Já o representante da CODEMIG Pompílio Canavez lembrou que a proposta é uma PPP – Parceria Público Privada e que as fontes de Caxambu e Cambuquira não estão a venda e que o projeto visa a sustentabilidade.

Falou também que a situação de agora não pode ser comparada com o que ocorreu em São Lourenço onde o Parque e a exploração das águas foi de fato vendida à iniciativa privada.

Segundo Pompílio, o Edital será finalizado baseado nas reivindicações da sociedade. O diretor da empresa de águas do Estado disse ainda que de acordo com DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral –  a vazão outorgada das fontes em questão é de trinta e dois milhões de litros ao ano e que o Edital fala em doze milhões ao ano para o envasamento, uma margem de segurança e preservação, segundo ele.

Representantes de diversas instituições também fizeram uso da palavra. Membros do Caxambu Convention, do Circuito Turístico das Águas, ONG Nova Cambuquira, da Sociedade de Amigos do Parque das Águas de Caxambu, Sindicato de Hotéis, entre outros, se manifestaram no geral pela preservação, fiscalização, uso responsável e sustentabilidade.

Num certo momento da Audiência, o ambientalista Carlos Simas afirmou que Caxambu e região precisam que o turista beba água na fonte, que venham à cidade e não que a água esteja em gôndolas de supermercados.

O público participou, de forma civilizada, gritando palavras de ordem como PAREM O EDITAL.

Os Vereadores também se manisfestaram, em geral apoiando que a ideia principal passa pela  preservação, apesar de entenderem que a cidade precisa de ações que girem a economia local.

Todos concordam que o Edital precisa de mais prazos para outros debates antes de ser concluído.

Ao final o Presidente da Câmara Mário Alves destacou a importância do debate democrático e garantiu que o Legislativo vai acompanhar de forma constante e muito ativa todo o desenrolar do processo.

A PALAVRA DA CODEMIG

Em entrevista EXCLUSIVA ao Editor do Jornal TRIBUNA, jornalista Sérgio Monteiro, o representante da CODEMIG Pompílio Canavez, garantiu que vai levar as demandas apresentadas à entidade – “Quando nos propomos a fazer uma audiência pública, temos como foco ouvir, apreciar o que foi apresentado. É um processo que permite a participação popular”- afirmou

Questionado se o clamor popular pedindo que o Edital e o processo todo sejam paralisados, Pompilio questionou: -“É justo que o contribuinte continue pagando por um serviço deficitário atualmente realizado no engarrafamento das águas pela atual empresa (que é do Estado)? São muitas questões que devem ser levadas em consideração” – disse

Segundo ele o que está em jogo é o envasamento de uma pequena quantidade da água de Caxambu e que levará o nome da cidade para todo o país, sempre respeitando as Leis ambientais.

PREFEITO GARANTE QUE VAI LUTAR PELA PRESERVAÇÃO

O jornal TRIBUNA ouviu também o Prefeito de Caxambu Diogo Curi – “Eu comungo com as duas correntes que hoje aqui se apresentaram. Mas vamos atuar pela preservação do patrimônio das águas minerais. Que se respeite a vazão expontânea, fator lembrado muito bem pelo ambientalista Reinaldo Guedes, para que possa, se for o caso da comercialização, nunca chegar a reserva mas só o que vem naturalmente na fonte” – disse Curi

Segundo o chefe do Executivo, o poder público Municipal vai se fazer atuante. –“Vamos atuar, lutar e mostrar presença para que o Município tenha voz ativa neste processo e se for algo que não faça bem a cidade lutaremos para que não seja concretizado.  Não permitiremos nenhuma possibilidade de prejuízo ambiental para nossas águas e para Caxambu” – concluiu o Prefeito

 

NOTA DA REDAÇÃO

O JORNAL TRIBUNA DISPONIBILIZA ESPAÇO PARA QUE TODAS AS ENTIDADES E PESSOAS, DEVIDAS IDENTIFICADAS, ENCAMINHEM SUAS MANIFESTAÇÕES E PENSAMENTOS SOBRE O CASO, PARA UM AMPLO DEBATE.

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