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JORNALISMO NA ERA PÓS-DIGITAL

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Consulte o tema jornalismo agora no Google Trends, um dos termômetros das palavras-chave em evidência na busca orgânica. Em todo o país, a fosfoetalomanina, a pílula do câncer, é um dos tópicos mais procurados entre os internautas no eixo jornalismo. É possível questionar mitos, sem validação científica, enquanto forma de encantar o público. Um das forças do jornalismo é a desconstrução de narrativas.

O jornalista atua nas crenças e busca fontes capazes de validar ou gerar hiatos em assuntos do dia a dia. Será que os jornalistas estão atentos à busca orgânica de temas? As pautas são elaboradas com base na busca orgânica? Há um cruzamento de informações, por meio de plataformas como o Hadoop e o Python?

Os personagens evocam toda a saga do herói por meio de entretenimento, humor e informação, três quesitos pertinentes à procura do público no tempo atual. A vida volátil e efêmera, discutida pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, no livro “Modernidade líquida”, ganha protagonismo na análise em torno de temáticas da comunicação.

O jornalista propõe leituras do mundo, seja do particular ou do universal, a partir do storytelling, a arte de contar histórias. A narrativa transmidiática, elucidada pelo pesquisador norte-americano Henry Jenkins, no livro “Cultura da convergência”, vai ao encontro das polifonias em torno da arte de contar histórias, por meio de suportes como vídeo, fotografia e texto.

Comunicação em tempos de ubiquidade

O pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Alex Pentland, no livro “Social Physics: How Good Ideas Spread – the Lessons from a New Science”, enfatiza que, com o Big Data, as organizações passam a analisar as interações entre milhões de pessoas, o que colabora na dinâmica de propor categorias sobre padrões de comportamento. Os exercícios de futurologia, alinhados a cálculos matemáticos de grande volume de dados, possibilitam encontrar predisposições do público quanto às reações a temáticas.

Há uma redução gradativa da mídia de massa. As pessoas não querem 200 canais, mas, sim, programas que se adéquem ao mapa pessoal de consumo, como esporte, ciência, cinema, cidades, política, economia.

Entre os cases de destaque, a BBC aposta em: crowdsourcing, em que os usuários colaboram diretamente com as matérias; departamento de Reality Check, com editores e redatores, que checam dados publicados; áreas de Análise, Política, Pesquisa, para cruzar informações e produzir reportagens investigativas; dados obtidos com a audiência do Grupo, por meio de pesquisas, são aproveitados para apurar denúncias no poder público.

A Amazon, por exemplo, mantém lojas físicas não apenas porque quer diversificar os canais de distribuição, mas, principalmente, devido ao fato de usar o espaço como laboratório de pesquisa, em que coleta dados em cada consulta do frequentador. A interação entre o smartphone e o app (em processos de acesso a dados, como leitura de QR Code) funciona como se fosse uma assinatura digital, capaz conceder a condição pela qual uma empresa possa conhecer mais sobre a vida particular do usuário, o que resulta, por outro lado, na minimização da noção de privacidade. O smartphone celebra um contrato social, capaz indicar a motivação para o consumo e, principalmente, o capital informacional envolvido na transação.

Há uma série de atividades que o jornalismo, seja em portais independentes, blogues, ou outras fontes, tem potencial para realizar. Por exemplo, a pesquisa de temas entre os internautas, por meio da aplicação de questionários online, com o uso de cruzamento de informações. Na dinâmica atual, a tendência é o leitor confrontar mais de cinco notícias sobre um mesmo tema. E quando o jornalismo deixa de ser passivo e se torna produtor de dados, capaz de contar histórias relevantes a partir de números, o usuário se engaja, principalmente pela identificação com o conteúdo produzido. O leitor busca personalização em tudo. E o jornalismo não pode ficar de fora!

 

Juliano Sanches, professor de pós-graduação, especialista em mídias digitais, mestre pela Unicamp.

 

 

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