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HISTÓRIA…DE FATO

PAULO PARANHOS

Ontem, hoje… e amanhã? No último fim de semana tive a oportunidade de mais uma vez descer pela rodovia que liga a cidade do Cunha (a antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Facão) a Paraty. E me peguei, mais uma vez, fazendo uma análise considerando o atual momento vivido na política brasileira. O traçado da atual rodovia é o conhecido Caminho Antigo para a região das minas de ouro e diamantes. Por ali escoava, através de contrabando, grande parte dos lucros da Coroa portuguesa. Ainda que fossem espalhados vários registros ao longo tanto do Caminho Velho quanto do Caminho Novo, os desvios eram constantes deixando muitas vezes as autoridades fiscais incapacitadas para controlar um território extenso, com um corpo de funcionários que, além de insipiente, muitas vezes também aceitava subornos dos contrabandistas. Isso foi ontem. Chegamos ao hoje. Mudanças significativas? Acho que não. Mudaram as pessoas, mas continuam sendo os mesmos os meandros da corrupção, com vistas a burlar o fisco e a empobrecer o país. Naqueles tempos, os contrabandistas eram, praticamente, maltrapilhos, descamisados, enfrentavam uma razoável sorte de perigos – os da natureza e as investidas dos donos da terra (os índios) – para perpetrarem seus intentos de, ou deixar de pagar o que deviam, ou enriquecerem outros que financiavam essas expedições de burla ao fisco português. Hodiernamente, os nossos corruptos e corruptores se travestem de fidalgos, de terno e gravata, bebem uísque importado e não aquela cachaça que miseravelmente contrabandistas de ontem se serviam para enfrentar o desconhecido. E o amanhã? O que será que nos reservará essa classe desclassificada que assolou e assola o país?

 

Torno a falar da Turquia, considerando o comentário do Professor Sérgio Campos, lembrando que Mustafá Kemal pensou em modernizá-la através da laicização da mesma. O aspecto geográfico da Turquia parece condená-la também politicamente, isto é, tem dois terços do território na Ásia e uma pequena parte na Europa, portanto, tendendo mais ao Islamismo do que ao Cristianismo. A europeização da Turquia tem se mostrado ao longo do tempo uma quimera; parece que Erdoğan vai conseguir islamizar definitivamente a Turquia. Mustafá Kemal Atatürk, o fundador da República Turca, em 1923, e que queria tentar dar uma visibilidade europeia para a mesma, deve estar se revirando no túmulo…

 

A decisão da 2ª Turma do STF, concedendo o habeas corpus para a soltura de José Dirceu, gerou uma interessante afirmação de seu advogado: “O Supremo fez chegar ao Brasil o 9 do Termidor da Revolução Francesa”. Ora, se bem me lembro a data apontada, correspondendo a 27 de junho de 1794, foi aquela em que se deu um basta à guilhotina e a morte de Robespierre, o símbolo maior da Era do Terror, sendo ele mesmo – suprema incoerência – guilhotinado no dia 28 de junho. Vai mais além o advogado, metaforicamente entendendo que o juiz Sérgio Moro seria o nosso Robespierre. Vá lá se entender uma coisa dessas!

 

O presidente Nicolás Maduro parece que vai levar a Venezuela ao caos total, com a última decisão de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para tentar resolver a gravíssima situação política da nação. Acontece que serão convocados 500 representantes oriundos dos setores sociais e regionais, sem a participação de partidos políticos o que, segundo especialistas, viola as regras constitucionais em vigor. Enquanto a situação venezuelana não se acerta, o Brasil sofre com problemas sociais em sua fronteira com a entrada ilegal de venezuelanos.

 

As letras brasileiras perderam um nome importante: o professor Eduardo Portella, filólogo, bacharel em Direito, autor de várias obras sobre Educação, membro da Academia Brasileira de Letras. Integrou o gabinete civil do Governo Juscelino Kubitschek; Ministro da Educação do governo do General Figueiredo. Também coordenou a pasta de Educação, Cultura e Comunicação da Comissão de Estudos para a Constituição de 1988 e foi presidente da Conferência Mundial da Unesco de 1997 a 1999. É dele a famosa frase: “Não sou ministro; estou ministro”. Muitos deveriam espelhar-se nessa realidade.

 

Aqui na nossa Caxambu foi eleita a diretoria do Lions Clube de Caxambu para o Ano Leonístico 2017/2018, tendo como Presidente o CL Marcelo Diógenes Morais; Secretário, o CL Sérgio Lefebvre e Tesoureira, a CaL Claudete Lefebvre.

 

E o Cristiano Ronaldo, hein?!

 

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* Membro do IHGMG e da Academia Caxambuense de Letras.

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