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COLUNA – HISTÓRIA DE FATO

PAULO-PARANHOS

A paz é gênero de primeira necessidade!

                                                                  Paulo Paranhos*

 

Nas festividades de fim de ano são comuns os votos de saúde, prosperidade, amor e, principalmente, paz! Em todos os quadrantes do mundo o que mais se deseja é Paz na Terra, mas nem sempre – ou quase nunca – vemos reinar em sua plenitude a esperança de todos nós. No Rio de Janeiro, no primeiro dia do ano, troca intensa de tiros na Rocinha, prenunciado mais um ano difícil; em São Paulo, uma criança de tenra idade é atingida por uma bala perdida, fruto de um disparo a esmo por um marginal inconsequente (parece pleonasmo!) que comemorava (?) a chegada do novo ano com uma arma de fogo; no Rio Grande do Norte, violência nas ruas pela falta de policiamento; rebelião no presídio de Aparecida de Goiânia, deixando 9 mortos e promovendo a fuga de dezenas de meliantes que, à solta, aterrorizam a população indefesa. Isto tudo sem contar com as dezenas de acidentes nas estradas, consequência de bebedeiras, condução irresponsável de veículos e má conservação das nossas rodovias.

Assim, como no Brasil, em diversas partes do mundo essa tão sonhada paz, reclamada aos quatro ventos por pessoas de bem, teima em não se tornar uma realidade concreta, mas… ainda restam 360 dias no ano para que haja uma reviravolta nos corações e mentes das pessoas, que aqueles votos – na maioria das vezes (acredito eu) sinceros – de paz, transformem-se em realidade e não apenas em mera retórica.

            Aliás, nesta última terça-feira uma notícia alvissareira chegou a todos nós: o presidente Kim Jong-Un, da Coreia do Norte, acenou com a possibilidade de enviar uma delegação de atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro na vizinha Coreia do Sul. O presidente daquele país, Moon Jae-in, comemorou essa decisão, o que poderá ser um primeiro passo para o estabelecimento de uma paz perene na península coreana, o que, a bem da verdade, o presidente Moon vem tentando desde a sua posse em maio do ano passado, buscando um maior diálogo com o seu vizinho do norte. Justiça seja feita a essa personalidade que até agora em seu governo só falou de paz e entendimento com o governo de Pyongyang. Historicamente, o ano de 1953 marcou o fim dos conflitos entre as duas Coreias, mas, por não haver a assinatura formal da cessação das hostilidades o clima na região é tenso há décadas.

A verdade é que, ainda que as autoridades norte-americanas não acreditem nas boas intenções dessa atitude de Kim Jong-Un, uma diminuição na tensão entre as duas Coreias traria um grande alívio, de imediato, para aqueles que estão no entorno de tão conturbada área, principalmente o Japão e, sem dúvida, até mesmo a China. Vamos aguardar com muita esperança que a intenção norte-coreana, através da participação esportiva de seus nacionais, possa ser transformada em efetiva realidade o que sinalizaria ao mundo que a Paz na Terra é possível. Só depende dos homens.

Tenham todos um excelente ano de 2018!

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*  Membro do IHGMG e da Academia Caxambuense de Letras

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