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BIG DATA EMPLACA JORNALISMO DISRUPTIVO

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Jornalismo é uma profissão do futuro? Investigação é um produto à venda? As Redações estão preparadas para o Big Data? Você acaba de digitar e escolher o primeiro episódio da terceira temporada do Black Mirror.

No caso da série, a avaliação de usuários nas mídias sociais é o pano de fundo de uma história alinhada ao conceito de informacionalismo, proposto pelo sociólogo espanhol Manuel Castells, no livro “A sociedade em rede”. No Uber, assim como em Black Mirror, a prática de inferir notas entre o prestador de serviços e o usuário é de praxe.

Na obra “The Third Wave”, o fundador da Aol, Steve Case,  comenta que as tecnologias geram o fornecimento de um serviço de uma ponta à outra, sem dependência direta do governo, por meio de startups, desenvolvidas a partir de modelos da economia disruptiva.

A prática disruptiva mostra que a uberização atinge todos os setores, como a economia, o planejamento urbano… Ufa! E o jornalismo, com a geração de apps que aproximam o público e a informação. Trazer o público para próximo da agenda em torno da causa é um modo de superar as burocracias recorrentes, como no caso da economia criativa idealizada entre os motoristas e os criadores do Uber.

O The New York Times, com o The Upshot, o Estadão Dados, com o Basômetro, o The Guardian, com o DataBlog, o Gapminder, o Ojo Público, o G1, a Folha de S. Paulo chancelam o jornalismo de dados a partir de uma categoria crescente no meio, a snowfall.

As páginas de isca em portais ganham destaque, porque possibilitam ao leitor baixar um livro digital, ou widgets, como um simulador de datas e fatos, um infográfico, um game, que desperte a sensação de ver mais.

De maneira pontual, as landing pages, páginas de cadastro ou catálogo de produtos do grupo (no caso, editorias específicas, on demand), para gerar relacionamento entre o visitante e o grupo, devem ser pensadas de modo pertinente ao planejamento interno.

O monitoramento e a produção de métricas das mídias sociais, aliados à otimização das buscas orgânicas e paga (Google AdWords), fazem com que a elaboração de reportagens leve em consideração as pautas propostas, as queixas, as palavra-chave relativas ao tema. Os textos são escritos com base no rastro digital deixado pelos leitores.

 

Juliano Sanches, especialista em mídias digitais, mestre pela Unicamp.

  • Leia domingo:  Mídias digitais dinamizam o jornalismo

 

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